Diferencial técnico
As Zonas Climáticas Seu Jardim são uma classificação proprietária de microclimas brasileiros. Cada município recebe uma zona — e cada zona define quais espécies são viáveis sem surpresas.
Por que existe
O Brasil tem uma diversidade climática extraordinária — da Serra Gaúcha com neve possível ao litoral catarinense com salinidade intensa, passando pelo cerrado paulista e a caatinga nordestina. Catálogos que ignoram isso induzem o arquiteto ao erro.
Uma espécie indicada em um livro europeu pode morrer na primeira geada inesperada de Bagé. Uma planta tropical que vende bem em São Paulo pode não sobreviver ao frio de Caxias do Sul. O problema não é o profissional — é a falta de uma referência climática objetiva.
497
municípios mapeados
no RS (fase 1)
4
zonas climáticas
na versão atual
140+
espécies catalogadas
com tolerâncias documentadas
8
variáveis por espécie
temperatura, frio, umidade e mais
A lógica
Cada cidade brasileira (começando pelo RS) recebe uma classificação ZCSJ baseada em dados históricos de temperatura mínima absoluta, horas de frio anuais, precipitação, altitude e influência oceânica.
Cada espécie no catálogo tem tolerâncias documentadas: temperatura mínima suportada, necessidade de frio acumulado, sensibilidade à salinidade, resistência a verões secos ou úmidos.
Ao escolher uma cidade, o sistema cruza os parâmetros da zona com as tolerâncias das espécies e exibe apenas o que é viável — sem gambiarra de microclima e sem otimismo não fundamentado.
Zonas do Rio Grande do Sul
A primeira versão do ZCSJ cobre todos os 497 municípios gaúchos. A expansão para os demais estados está em desenvolvimento.
Referência técnica
Faixa litorânea com influência oceânica forte. Verões úmidos, invernos amenos, salinidade no ar.
Espécies de referência
Influência oceânica muito alta. Salinidade elimina muitas espécies sensíveis.
Zona mais populosa do RS. Verões quentes e úmidos, invernos com geadas pontuais.
Espécies de referência
Grande variedade de espécies viáveis. Algumas cidades têm legislação específica para arborização urbana.
Campos abertos, grande amplitude térmica, ventos fortes. Estética rústica e mediterrânea funciona bem.
Espécies de referência
Grande amplitude térmica entre dia e noite. Solo seco favorece espécies rústicas.
Altitude, frio intenso no inverno, verões frescos. Permite espécies europeias raras no resto do RS.
Espécies de referência
Clima de montanha. Favorece espécies de clima temperado, incluindo videira e abeto.
Metodologia
Temperatura mínima absoluta
Piso de sobrevivência da espécie em °C.
Horas de frio acumuladas
Necessidade anual de horas abaixo de 7,2°C para espécies deciduais.
Temperatura máxima média
Tolerância ao calor intenso e amplitude térmica diária.
Precipitação anual
Volume total de chuva e distribuição ao longo do ano.
Umidade relativa
Influência no desenvolvimento foliar e suscetibilidade a fungos.
Influência oceânica
Salinidade do ar e vento marítimo que limitam espécies sensíveis.
Altitude
Correlação direta com frio noturno e amplitude térmica.
Tipo de solo dominante
Drenagem, pH e textura que afetam enraizamento e irrigação.
Experimente
Escolha um município, receba as espécies viáveis para sua zona climática e monte sua paleta vegetal em minutos.